Lucas Collito
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Autor - Lucas Collito
Bate o sol Na soleira da porta da frente E ilumina com ela Meu sorriso incandescente Entre a mecanicidade da vida Entre rir e reclamar Aguarda-se que a vida Faça-se linda e bela Sem se esperar. A velocidade da gentileza Torna-se lenta e desalenta Desatenta. Para quem será, devo esta vida encorajar?
Autor - Lucas Collito
Amo a minha liberdade Amo minha exatidão Mesmo que por causa dela Eu não seja nada exato, de fato. Amo minha liberdade quase quão igual minha solidão. É que eu não sinto a necessidade de mendigar paixão amor ou de escrever um refrão, não. Completo-me com a linha Observando a imensidão.
Autor - Lucas Collito
Não envelheço Me lapido entre os espaços Entre mim e eu Aguardo os cabelos brancos, os reais Que lugares e pessoas gentilmente me concederam e os planos falhos me ensinaram Aguardo como quem tem apenas O hoje de presente Assim, Agradeço a você Que me lê Apesar de mim.
Autor - Lucas Collito
Ouço muito e de toda gente Que nem tudo são flores Pasmos às dores da vida mansa / ou de navegadores. Para essas flores, Haja campo Recanto Amores Mas com dores! Ora, pois nem tudo são flores
Autor - Lucas Collito
Meus desenhos estão todos engavetados com riscos pretos. Tênues entre a verdade e a exatidão sem margens, sem papel, sem arte todos engavetados plenos de razão, frouxos perante qualquer convicção mas com linhas escuras limitando sua exatidão.
Autor - Lucas Collito
Pequena pobre formiga Não vê que o tempo passa e ela só trabalha e procria Pequena pobre formiga. Mas ela não tem culpa De residir numa sociedade normativa e não criar abstratas expectativas. CRIE EXPECTATIVAS! Pequena pobre formiga, Pequena pobre formiga...